coisaPÚBLICA

12 de dezembro de 2008

V.H.S. Copyleft Rio

Arquivado em: Blog — admin @ 15:38

 

 

Dia 1 - 10 de dezembro de 2008

O encontro Copyleft Rio, foi uma iniciativa do Acervo e da Funarte em trazer a discussão sobre direitos autorais mais próximo do universo da dança. Tivemos abertura oficial com o Coordenador da Dança da FUNARTE Leonel Brum. Em seguida Nirvana Marinho contando um pouco do Acervo Mariposa e nossas questões em torno da regulamentação autoral denominada copyleft.

Para o Acervo ao se falar em direito autoral, estamos falando em parcerias com os artistas da dança; doação do vídeo de seus trabalho e como aderir à essa idéia. Dentro dessas provocações Gustavo Ciríaco levantou as seguintes questões: quem é autor? Aquele que cria, quem cria é dono? Como sabe que é dono? Até onde vai sua posse? Quem possui é possuído por que possui? Quantas posses tem o sujeito? Há diferentes posses? Em que faz a diferença dessa posses? Isso importa?

Dani Lima  e André Masseno estimulados por isso levantaram a bola:  A dança é produto no fazer. Como fazer?  Aprender consigo e com as referências de outros; o seu recorte, o seu jeito, o autor; aprender  apropriando-se do movimento do outro, contaminação; não é fazer igual; ferramenta para novos caminhos.

 

Dia 2 e 3 - 11 e 12 de dezembro

Na conversa entre acervos, com Juliana Polo (acervo Klauss Vianna) e Paula Mori (Centro Coreográfico), ficou clara a importância da parceria entre os acervos e a participação de profissionais da área da dança no administrativo, pois eles sabem a realidade do artista na pratica. Além dos projetos desenvolvidos paralelamente que tornam o acervo vivo no “corpo a corpo” com o público; evidenciamos um problema comum entre os acervos:  falta de infra estrutura adequada para preservação do material (temperatura, luz, etc).

Uma palavra muito repetida nesta conversa e em todos os outros dias do Copyleft RJ foi DIFUSÃO.A difusão é essencial para aproximar a dança contemporânea do público em geral (não somente o nicho de artistas contemporâneos) e fazer com que ela possa se tornar uma opção na vida das pessoas. Será que basta estar em cartaz? O que é popularizar a dança?

Estas foram algumas questões que se desdobraram da temática do direito autoral na dança.Discutir o copyleft na dança nos obrigou e nos obriga a repensar o nosso fazer, e a nossa forma de existência enquanto artista no mundo em que vivemos hoje.

 

 

 

 

 

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