coisaPÚBLICA

8 de abril de 2009

V.H.S. Rosa dos Ventos - Vislumbrando novas direções

Arquivado em: Blog — admin @ 16:33

A última edição de V.H.S., Rosa dos Ventos, foi realizada nos dias 01, 02 e 03 de Abril, no saguão do TUCA Arena, com exibição de videodanças de todo país, das 15h às 20h.

Esse V.H.S. foi fruto da pesquisa de Rita Tatiana Cavassana, integrante da equipe do Acervo Mariposa, que realizou um mapeamento de quem produz vídeodança no país.

A proposta do V.H.S. foi uma divertida e deliciosa viagem nos pontos cardeais. Havia uma mesa no centro do saguão com uma bússola indicando o Sul, região Central, Nordeste e Sudeste. Onde há produção de videodança.

A escolha dos vídeos era feita por palavras-chaves que tinham alguma referência ao vídeodança.

No dia 03 de Abril, às 18h30, no Auditório do TUCA, houve uma descontraída conversa com Nirvana Marinho, coordenadora geral do projeto Acervo Mariposa que pôde nos contar um pouco da idéia do projeto e Rita Tatiana Cavassana que nos contou o processo da pesquisa do Vid.br.

Nirvana explica o objetivo do Acervo em criar uma rede de difusão em diversos lugares, sendo essa uma das principais características que diferem o Acervo Mariposa de outros acervos, públicos ou não. Justamente a abrangência do Acervo em distribuir, segundo autorização dos artistas, o Mariposa não é um depósito de vídeos e registros de espetáculo, é um projeto que tem anseio de disseminar seu conteúdo. E não só isso, é também proporcionar espaço para fomentar a discussão da criação e produção artística a partir do acesso aos vídeos.

E a idéia do V.H.S. (vídeo homo sapiens) não é só uma exibição de vídeos de dança ou registro de espetáculo, performance, é um espaço coletivo para debater. Nosso intuito é criar parcerias para ganhar novos públicos e, de fato, permitir o acesso ao conhecimento produzido em dança às pessoas.

Nirvana explica também que um dos objetivos do Acervo é justamente abrigar projetos paralelos como o Vid.br (mapeamento de videodança no país) pois essa é uma preocupação revermos o próprio projeto, que é vivo e constantemente modificado.

Rita Tatiana conta um pouco sobre alguns artistas das regiões que ela pesquisou e nos coloca a par da situação da produção de vídeodança no país. Apresenta o objetivo de publicar o material da pesquisa, que reúne entrevistas filmadas e o mapa propriamente dito, que visa ser interativo.

Esse foi o V.H.S Rosa dos Ventos e não percam: dia 19 de Abril quarta-feira, a próxima edição Olhadoria, na Casa das Caldeiras a partir das 18h.

V.H.S. OLHADORIA

Arquivado em: Agenda — admin @ 14:56

V.H.S. Olhadoria

Uma parceria entre o Acervo Mariposa e a Cia Uai Q Dança
na Casa das Caldeiras.

15 de Abril , quarta-feira, das 18h as 22h

18h as 22h
Exibição de clipes, espetáculos e debates de
diversas edições do Olhares sobre o corpo.

19h
Videoconferência com Fernanda Bevilaqua
(Uai q Dança) debate sobre a trajetória do Olhares sobre o Corpo

Local: Casa das Caldeiras
Avenida Francisco Mattarazzo 2000 - Barra Funda - São Paulo.

31 de março de 2009

V.H.S. Copyleft

Arquivado em: Blog — admin @ 13:58

Copyleft, sair da caverna

A terceira atividade do Acervo Mariposa foi o V.H.S. Copyleft SP, realizado nos dias 26 e 27 de Março, no O Lugar, com início às 17h30.

Quinta-feira dia 26, houve uma conversa com a Nirvana Marinho, sobre Copyleft e autoria em dança. Foi apresentado um duro 1o capítulo de toda história, ou seja, quais são os problemas fundamentais em autoria que, em dança, persistem em nos atropelar. Autoria como posse ou propriedade? Como origem ou noção de autenticidade restritiva? Autoria como reserva de mercado – qual mercado mesmo? Autoria como medo de estar no mundo. Falamos do mito de morte, o que poderia justificar, minimamente, nossa noção de que algo de nós vai ficar, mesmo que passemos dessa para melhor. Uma conversa mais do que palestra onde começamos falamos daqueles que foram convidados para realizar essa fala, mas não puderam estar. Um assunto difícil de enfrentar?

Exibição do vídeo info.doc: reunião de depoimentos sobre copyleft em dança. Atualmente, conta com a colaboração de Armando Menicacci e Ivani Santana. Convidados muitos, mas ainda não puderam enviar seus pequenos vídeos (webcam). Quer participar? Entre em contato conosco: contato@acervomariposa.com.br.

Na sexta-feira dia 27, a conversa foi com Eros Valério e Antônio Cabral. O artista paulista + o advogado carioca do Creative Commons Brasil, sendo Antônio no skype, ao vivo conosco.

Antônio inicia nos elucidando acerca da origem da idéia de Copyleft, que surgiu por conta da inovadora idéia de criar o software livre, com o intuito de manter o código de fonte do software aberto.

Em seguida esse conceito de flexibilização do direito foi transportado para arte. Antônio explica também que há um acordo internacional (TRIPS) que rege e define os prazos mínimos de proteção no mundo, ou seja, o controle de leis é mundial e quem quer ser membro da OMC é obrigado a aceitar o TRIPS.

Uma boa dúvida que Antônio esclareceu é sobre a relação entre Copyleft e Copyrigth, há complemento ou dicotomia entre ambas? Ele explica dizendo para pensarmos em dois pólos, um de proteção total e todos os direitos reservados e outro pólo de ilegalidade e pirataria. O Copyleft é exatamente o que equilibra esses extremos, possibilitando a flexibilização dos direitos autorais e o Creative Commons dá o suporte legal para isso.

Antônio diz que artistas que abrem seu conteúdo aumentam seu público e lucro também. Exemplifica isso com o caso do disco que a banda Radio Head disponibilizou na internet, dizendo “pague o quanto quiser”, venderam bastante e 40% do publico pagava em média U$ 10,00 para o download e quando a banda lança o álbum em CD, bateram record de vendas.

Afinal “a arte não é geladeira, existe uma relação afetiva entre o público e o artista”.

Palavras chaves são: Tecnologia, mercado e novos nichos?! Para Antônio, a dança precisa sair da caverna e se popularizar, um bom caminho de difusão e obtenção de novos públicos pode ser o próprio vídeo – a exemplo do que faz o Acervo Mariposa. A dança contemporânea, diz Antônio, tem o desafio de ampliar seu leque de público, isso acontecerá quando a dança encontrar novos nichos.

Com relação ao vídeo e sua difusão Antônio percebe que os criadores em dança ainda tem um pouco de medo de serem “roubados” de que outras pessoas lucrem com seu trabalho, que ele pensa ser um medo simplista e não refletido, no sentido de que a lei impede que roubem o trabalho alheio e se lucre com isso.

Em seguida, Eros Valério inicia sua fala colocando a questão da disparidade entre discurso e prática algumas vezes existente na dança contemporânea.
O discurso, por vezes transgressor e, a prática, totalitária. Isso não se restringe a criadores, diretores, intérpretes, mas, abrange também pensadores e teóricos.

Eros coloca a questão de descrição das fichas técnicas que ainda carregam uma subliminar hierarquia, sobretudo, em relação aos leigos que podem pensar no diretor como o mais importante ou quem “cria” a obra, mesmo num processo coletivo de criação.


Bruna Antonelli, gestora cultural do Acervo Mariposa, comenta o quanto no fim das contas essas “situações” de intérprete-criador, diretor, criador, não estão bem definidas, nem mesmo na universidade, onde não se exercita, totalmente, o processo criativo dos formandos.

Eros questiona o como será que as pessoas pensam ser a criação em dança contemporânea? Será que reduzem ao aprendizado de coreografias de danças as quais estejam mais habituadas?

Depois dessa conversa assistimos ao videodança “meio termo” de Juliana Santos e Rita Tatiana Cavassana, estagiária e produtora do Acervo Mariposa, respectivamente.

Essa foi a Edição do V.H.S. Copyleft SP, comente! Tire suas dúvidas sobre Copyleft e Creative Commons.

E não perca nossa próxima edição de V.H.S Rosa dos Ventos, no Tuca, dias 01, 02 e 03 de Abril.

30 de março de 2009

V.H.S. ROSA DOS VENTOS

Arquivado em: Agenda — admin @ 14:51

De 01 a 03 de Abril, das 15h as 20h, no saguão do Tuca Arena (até as 18h30).

Instalação Rosa dos Ventos com Vídeodanças
mapeados na pesquisa Vid.br.
Onde o público escolhe os vídeos que assiste.

Mostra de vídeos
Conversa com Nirvana Marinho coordenadora
do Acervo Mariposa e Rita Tatiana Cavassana responsável pela
pesquisa Vid.br.

Local: Tuca.
Entrada pela Bartira, esquina com a Monte Alegre, 1024.

24 de março de 2009

V.H.S COPYLEFT SP

Arquivado em: Agenda — admin @ 14:13

V.H.S Edição Copyleft SP.

26 e 27 de Março no O Lugar.
a partir das 17h30.

Quinta-feira 26 de Março 17h30

Autoria em dança com Nirvana Marinho
Exibição do documentário info.doc

Sexta-feira 27 de Março 17h30

Copyleft no direito autoral com Antônio Cabral
Copyleft no corpo com Eros Valério
Exibição do videodança “Meio termo” de Juliana Santos

Local Rua Augusta, 325, tel (011) 3237-3224

V.H.S Pessoal e Intransferível.

Arquivado em: Blog — admin @ 14:01

O que aconteceu no V.H.S. Pessoal e Intransferível? Parcerias e revoluções

A edição do V.H.S Pessoal e Intransferível aconteceu dia 20 de Março de 2009, na Casa das Caldeiras a partir das 18h.
Haviam quatro lounges, sendo três deles para exibição de documentários sobre algum artista, por exemplo, Klauss Vianna e Umberto da Silva, e também para a exibição de vídeo depoimentos sobre a vida de artistas, na metodologia proposta pelo Museu da Pessoa.
O quarto espaço foi criado para o agradável e intimista bate-papo com Helena Bastos e Simone Alcântara.
Simone Alcântara explicou brevemente sobre o seu trabalho no Museu da Pessoa e alguns projetos, como o museu virtual e museu aberto. Simone conta também sobre a coleta de alguns dos depoimentos que acontecem no Museu da Pessoa, a exemplo do que foi exibido sobre a história de vida de alguns dos integrantes do Balé IV Centenário.
Depois fala sobre a parceria Acervo Mariposa e Museu da Pessoa que consiste na doação de  parte dos catálogos. O Acervo Mariposa doará alguns vídeos para o Museu da Pessoa e o Museu da Pessoa para o Acervo Mariposa, entre eles o depoimento de uma congadeira e de um mestre de capoeira. Logo apos, houve a exibição destes vídeos para o público presente.
Helena Bastos iniciou sua fala já propondo uma reflexão acerca do que a movia estar presente ali naquele projeto do Acervo Mariposa. Helena fala de uma revolução do sutil e pensa que esse tipo de ação do projeto Acervo Mariposa é uma revolução sutil, afinal estamos indo na contra-mão.
Helena relata um pouco sobre sua atual pesquisa sobre o sujeito. Discorre também sobre o sentimento de pertencimento, dizendo que quando não nos sentimos pertencentes é como se não soubéssemos por que existimos, e não nos permitíssemos sonhar e caminhar.

Este foi apenas um pedacinho do agradável V.H.S Pessoal e Intransferível. Ficou com vontade de ir? Então, não perca então nosso próximo V.H.S edição Copyleft SP, na próxima quinta e sexta-feira, 26 e 27 de Março no O Lugar.

20 de março de 2009

V.H.S Madalena

Arquivado em: Blog — admin @ 17:51

O primeiro atividade do ano de 2009 realizada pelo Acervo Mariposa é uma grande parceria entre o Acervo e espaços culturais da Vila Madalena: Centro Cultural Rio Verde e Sala Crisantempo.

Essa parceria foi selada por meio da difusão de parte do catálogo do Acervo, disponível para consulta local nos dois espaços, com objetivo de tornar acessível ao público esses vídeos.

Em ambos os espaços no VHS Madalena realizado nos dias 06 e 07 de Março, criamos um lounge para exibição de vídeodanças e vídeos de registro, com livros para consulta e alguns materiais gráficos do acervo, para que o público conheça o modo de colaboração que o acervo vem desenvolvendo com diversos ilustradores. Acompanhe e aprecie a ilustração dos postais de cada VHS por vir.

Na Sala Crisantempo a exibição de videodança foi sexta-feira dia 06 das 20h as 22h30 e no Centro Cultural Rio Verde sábado dia 07 das 12h as 16h.

Os vídeos assistidos foram os doados e quem os escolhia era o público do evento.

A Vila Madalena, seus moradores e visitantes, puderam participar no primeiro fim de semana de Março de uma confraternização de vídeos de dança, convivência cultural, enfim do sabor que é ter acesso à arte da dança.

Quer conhecer os vídeos que lá estão? Visite a Sala Crisantempo e o Centro Cultural Rio Verde!

Equipe criando V.H.S

Arquivado em: Blog — admin @ 15:40

A equipe do acervo está a todo vapor no primeiro semestre de 2009.

Todas as mariposas idealizam e coordenam um V.H.S., pelo menos, até Maio.

V.H.S. – Vídeo Homo Sapiens, é uma atividade educativa do Acervo Mariposa, na qual pretendemos fomentar a discussão em dança, reunindo vídeos, debates, exibições, instalações, em favor da pesquisa e difusão de informações sobre dança.

O primeiro V.H.S. de 2009 foi a Edição Madalena (idealização de Bruna Antonelli) nos dias 06 e 07 de Março, na qual realizamos parcerias com espaços culturais da Vila Madalena Sala Crisantempo e Centro Cultural Rio Verde. Um momento de portas abertas para assistir dança no bairro. Montamos um lounge para exibição de video-dança em cada um desses espaços para o público conhecer vídeos de dança, locais de cultura e o próprio projeto Acervo Mariposa.

Como parte dessa parceria, o Acervo Mariposa espalhou seu pólen e deixou parte de seu catálogo em ambos os estúdios.

Agora você pode assistir alguns vídeos de nosso catálogo na Crisantempo e no Rio Verde! Vá lá conferir!

Ainda em Março, teremos mais dois V.H.S.s, Edição Pessoal e Intransferível (idealização de Cuca Dias), dia 20 sexta-feira na Casa das Caldeiras e também a Edição Copyleft SP (idealização de Nirvana Marinho), 26 e 27 de Março, no estúdio de dança O Lugar.

Os demais V.H.S.s do semestre serão:

Edição Vídeo BR (idealização de Rita Tatiana Cavassana)

Edição VídeOque? (idealização de Talma Salem)

Edição Olhadoria (idealização de Carolina Moya)

Edição Mini V.H.S. (idealização de Juliana Santos)

Edição Acervos em Rede (idealização de Cuca Dias)

Acompanhe! Opine!

16 de março de 2009

MARÇO 2009

Arquivado em: Agenda — admin @ 13:56

V.H.S Pessoal e Intransferível
20 de Março, sexta-feira, na Casa das Caldeiras, a partir das 18h.
Bate papo com Helena Bastos e Simone Alcântara.

12 de dezembro de 2008

V.H.S. Copyleft Rio

Arquivado em: Blog — admin @ 15:38

 

 

Dia 1 - 10 de dezembro de 2008

O encontro Copyleft Rio, foi uma iniciativa do Acervo e da Funarte em trazer a discussão sobre direitos autorais mais próximo do universo da dança. Tivemos abertura oficial com o Coordenador da Dança da FUNARTE Leonel Brum. Em seguida Nirvana Marinho contando um pouco do Acervo Mariposa e nossas questões em torno da regulamentação autoral denominada copyleft.

Para o Acervo ao se falar em direito autoral, estamos falando em parcerias com os artistas da dança; doação do vídeo de seus trabalho e como aderir à essa idéia. Dentro dessas provocações Gustavo Ciríaco levantou as seguintes questões: quem é autor? Aquele que cria, quem cria é dono? Como sabe que é dono? Até onde vai sua posse? Quem possui é possuído por que possui? Quantas posses tem o sujeito? Há diferentes posses? Em que faz a diferença dessa posses? Isso importa?

Dani Lima  e André Masseno estimulados por isso levantaram a bola:  A dança é produto no fazer. Como fazer?  Aprender consigo e com as referências de outros; o seu recorte, o seu jeito, o autor; aprender  apropriando-se do movimento do outro, contaminação; não é fazer igual; ferramenta para novos caminhos.

 

Dia 2 e 3 - 11 e 12 de dezembro

Na conversa entre acervos, com Juliana Polo (acervo Klauss Vianna) e Paula Mori (Centro Coreográfico), ficou clara a importância da parceria entre os acervos e a participação de profissionais da área da dança no administrativo, pois eles sabem a realidade do artista na pratica. Além dos projetos desenvolvidos paralelamente que tornam o acervo vivo no “corpo a corpo” com o público; evidenciamos um problema comum entre os acervos:  falta de infra estrutura adequada para preservação do material (temperatura, luz, etc).

Uma palavra muito repetida nesta conversa e em todos os outros dias do Copyleft RJ foi DIFUSÃO.A difusão é essencial para aproximar a dança contemporânea do público em geral (não somente o nicho de artistas contemporâneos) e fazer com que ela possa se tornar uma opção na vida das pessoas. Será que basta estar em cartaz? O que é popularizar a dança?

Estas foram algumas questões que se desdobraram da temática do direito autoral na dança.Discutir o copyleft na dança nos obrigou e nos obriga a repensar o nosso fazer, e a nossa forma de existência enquanto artista no mundo em que vivemos hoje.

 

 

 

 

 

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